A taxa de pobreza poderá rondar os 40 por cento, em Portugal, se incluir o número de pessoas com rendimento social de inserção e complemento social para idosos. A esta percentagem deverá, contudo, ser acrescentada uma outra que permanece encoberta por bloqueios sociais.

As contas são do presidente da Assistência Médica Internacional (AMI), Fernando Nobre. “Em Portugal é preciso redistribuir melhor a riqueza, há dezenas, senão centenas de milhares de jovens a sair de Portugal porque perderam a esperança”, disse o Fernando Nobre, no congresso nacional dos economistas que decorreu no Funchal.

As causas apontadas para esta percentagem preocupante foram nível de desemprego, as baixas reformas, a precariedade dos contratos de trabalho e também os empresários: “Quando vejo a CIP a defender que o salário mínimo não aumente não posso concordar. Que país queremos? Quantos de nós aqui conseguiriam viver com 450 euros por mês?”

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Número de pobres diminui 

A Comissão Económhttp://www.revistafuturos.infoica para América Latina e Caribe (CEPAL) declara que 15 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza e outros 10 milhões deixaram de ser mendigos na América Latina. Ainda assim, há um total de 194 milhões de pobres na região, o número mais baixo dos últimos 17 anos.

Ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), a CEPAL revela que o Brasil, Argentina e Venezuela são os países que melhores resultados apresentam. Renato Baumann, director da delegação da CEPAL no Brasil diz que “o indivíduo (…) que é potencialmente activo pode ser absorvido no mercado de trabalho. Esse, em algum momento, deveria deixar de ser objecto de benefício por parte de recursos públicos. Ele (…) deveria passar a participar no mercado de trabalho como os outros indivíduos da sociedade”.

O crescimento económico, a maior acessibilidade ao mercado de trabalho e os programas de assistência foram, segundo o estudo da CEPAL, os factores que mais contribuiram para mudar o cenário da pobreza na América Latina.