Teatro


 O protagonista de “Música no Coração” – vai regressar ao palco do Teatro Rivoli, no Porto, na 500º representação do musical de La Féria, na próxima quinta-feira, dia 17 de Abril.

Carlos Quintas foi submetido a uma delicada operação cirúrgica mas encontra-se já em franca recuperação. Durante a sua ausência, foi substituído por António Leal, o director de vozes de “Música no Coração”.


Após ter esgotado as lotações do Teatro Politeama em Lisboa,  o musical de La Féria está em cena há seis meses no Teatro Rivoli, tendo sido visto por mais de meio milhão de espectadores, ao longo de dois anos.
 

 
“Um Violino no Telhado” é o próximo espectáculo de La Féria subir ao palco do Teatro Rivoli do Porto.

 

O teatro descentralizado

O II Festival das Festival das CompanhiasCompanhias, desenvolvido no contexto do Dia Mundial do Teatro (27 de Março), traz ao Theatro Circo, de 25 a 30 de Março, onze trabalhos dramáticos e uma exposição sobre teatro. O festival tem como objectivo criar “uma possibilidade de as companhias se encontrarem para reflectir sobre as realidades das estruturas artísticas sediadas fora de Lisboa”, uma continuação de um projecto despontado na “Faro – Capital Nacional da Cultura”, em 2006.

Organizado pela Companhia de Teatro de Braga, em parceria com o Theatro Circo e com o Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Braga, o II Festival das Companhias prevê igualmente a realização de quatro debates: “A criação fora dos grandes centros”; “Estratégias de financiamento, promoção e circulação”; “Responsabilidade das Universidades quanto ao processo criativo teatral” e “A gestão dos equipamentos”.

O Teatro de Montemuro abre o festival a 25 de Março, pelas 21h30, com a peça “O Amor”. Até ao dia 30 de Março sobem ao palco as companhias de teatro do Algarve, Braga, das Beiras, “A Escola da Noite” – Grupo de Teatro de Coimbra e o Centro Dramático de Évora. Paralelamente, a exposição “O que é o Teatro?” vai estar patente no Theatro Circo ao longo de todo o festival.
 

O multiculturalismo da emigração

De uma encomenda do Teatro São Luiz ao Teatro Praga, no âmbito do Ciclo Outras Lisboas, nasceu Turbo-Folk,Turbo-Folk “uma reflexão sobre a tolerância multicultural”, com “entrevistas à comunidade de imigrantes do leste e a intelectuais envolvidos em políticas de emigração”. 

Turbo-Folk (título derivado do conceito musical sérvio para denominar o estilo de música tradicional com um “up-rooting pop”) apresenta-se como uma “revolução dos sem parte”, entre um percussionista estónio semi-perdido e um show a solo de uma cantora lírica ucraniana.

Composto por duas partes, uma tolerante (de cariz ideológico multicultural fruto da hegemonia liberal) e outra intolerante (o elevar de um particularismo dos sem-parte a um estatuto ideológico universal), Turbo-Folk é também “uma boa metáfora para muitas outras questões inerentes ao acto da comunicação e partilha em comunidade, aos desejos e problemas no relacionamento dos seres humanos uns com os outros”.

Este espectáculo do Teatro Praga traz ao palco Ana Só, André e. Teodósio, Andres Lõo, Cláudia Jardim, Diogo Bento, Inês Vaz, Patrícia da Silva, Pedro Penim e as cantoras Larissa Savchenko e Luiza Dedicin.

Turbo-Folk vai estar em cena de 6 a 15 de Março, de quarta a sábado, às 21h00, e domingo às 17h30, na sala principal do Teatro São Luiz, em Lisboa. O preço dos bilhetes varia entre os dez e os vinte euros, e cinco euros para menores de trinta anos.

“1, 2, 3, Uma Colher de Cada Vez!” sobe ao palco do Theatro Circo, em Braga, de 23 a 25 de Fevereiro. O musical infantil apresenta personagens divertidas que procuram levar o espectador para o mundo do faz de conta. Ana e Fernando, os protagonistas, são duas crianças de oito anos oriundas de meios sociais opostos. Ana depara-se com a escassez de alimentos enquanto Fernando vive num contexto de abundância.

Cláudio Figueira, o autor, diz que o objectivo é “de uma forma leve e subtil, consciencializar os mais novos para a importância de uma alimentação cuidada e rica em nutrientes”. Assim, os alimentos ganham vida e tornam-se personagens para “dar uma bela lição aos mais pequenos, alertando para a importância de uma alimentação equilibrada, de uma vida saudável e para a prática dos cuidados diários de higiene através de uma história divertida e comovente, envolta em emoção e aventuras”, explica o Gabinete de Comunicação do Theatro Circo.

Para o público em geral e em especial para crianças a partir dos quatro anos, o espectáculo realiza-se nos dias 23 e 24 de Fevereiro, pelas 16h00. No dia 25 de Fevereiro, haverá duas sessões exclusivas para as escolas (11h00 e 14h30).

Após o sucesso da parceria de Terry Jones e Luís Tinoco em Contos Fantásticos, o Teatro São Luiz encomendou uma fantasia musical aos dois artistas:  Evil Machines, que estreia a nível mundial no próximo dia 12 de Janeiro.

“Num mundo em que as máquinas e os seres humanos podem comunicar entre si e partilhar as mesmas esperanças e aspirações, certas máquinas têm uma agenda diferente. O Melhor Aspirador do Mundo quer dominar sobre tudo e todos! A Senhora Morris, a senhora que o comprou, tenta que este regresse a casa e à limpeza das suas carpetes, mas este afugenta-a e o seu orgulho e sede de poder fazem-no inchar tanto, tanto, que rebenta, sem que o seu Inventor Diabólico possa fazer alguma coisa!”, conta Terry Jones.

Este projecto conta com a colaboração da Orquestra Metropolitana de Lisboa, Vin Burnham (figurinista premiada e  autora de figurinos inesquecíveis como os de Batman, Catwoman ou O Quinto Elemento) e Paulo Ribeiro (reconhecido coreógrafo português é responsável por alguns dos mais marcantes trabalhos da dança contemporânea portuguesa).

Evil Machines vai estar em cena de 12 de Janeiro a 3 de Fevereiro, na sala principal do Teatro Muncipal São Luiz, em Lisboa, terça, quarta, sexta e sábado às 21h00 e domingo às 17h30.

Companhia Sensurround apresenta

Teatro Nacional

O projecto Teatro Nacional da Companhia de Teatro Sensurround volta aos palcos no novo espaço da Casa d’Os Dias da Água, em Lisboa, onde vai estar em cena de 15 de Novembro a 02 de Dezembro, de terça a domingo, das 19h00 às 22h00. A peça Teatro Nacional foi estreada em Junho último no antigo Armazém do Ferro da A. Da Costa Cabral, onde a companhia se fundou e trabalhou durante cinco anos.

Teatro Nacional pretende ser “um contributo crítico e uma reflexão sobre a forma como se faz teatro em Portugal”. Uma peça que “é também um manifesto”. O espectáculo de Lúcia Sigalho tem entrada livre e conta com as interpretações de Edgar Lopes, Félix Lozano, Helena Anacleto, Horácio Andrade, Zeferino Lopes, Ricardo Xavier e Lúcia Sigalho.

A Companhia de Teatro Sensurround aposta numa “linha de trabalho vocacionada para a intervenção nos comportamentos contemporâneos, com base numa forte componente de formação e investigação e para a interacção com outras áreas artísticas e do conhecimento”.

Formada na sequência de um workshop dirigido por Lúcia Sigalho, em Abril de 1997, no Serviço ACARTE da Fundação Calouste Gulbenkian, a Sensurround tem-se apresentado em Lisboa, Coimbra, Cacilhas, Porto e Viseu.