Opinião


Ainda é um bebé de berço, mas conseguiu superar um parto que é sempre complicado. Nasceu, na semana passada, para alegria de muitos e, com certeza, vai crescer e espalhar as suas qualidades pela cidade que a acolheu: o Porto!

Ócios é “uma revista de pendor cultural”, gratuita, que pretende valorizar “a diversidade de iniciativas e opiniões que sobrevivem na correria dos centros urbanos. Ócios pode ser encontrada num café, bar, banco de jardim ou de comboio, no percurso Porto-Aveiro.” Assim diz a editora e minha amiga Maria Vítor Mota, a quem felicito por este magnífico projecto.

“Queremos instituir o direito a tornar o tempo livre para conversar, ler, imaginar projectos sentidos e lançarmo-nos a eles. Tornar o tempo livre, dar ao ócio um novo sentido. Um sentido que nos permita ultrapassar a crise que vivemos, dentro e for de nós. Vivam as iniciativas em tempo de crise!” (Ócios)

Sonhar é acreditar. São os sonhos que transformam a realidade e impedem o conformismo, a rendição. Acreditar quando todos baixam os braços e desistem porque acham que não vale a pena. O tempo não pode ser perdido. Ainda temos direito ao ócio e enquanto assim for podemos mudar o nosso mundo, o pouco tempo que temos para nós.

Como diz a Maria Vítor, “porque ócio sem cultura é como um almoço de domingo sem companhia”.

Creio não ter entendido bem mas…

A luz da esperança encontra-se dentro de todos nós, cabe-nos a força de acendê-la e deixá-la perdurar. Eu acredito que a fé mova montanhas e por isso tento espalhá-la o mais que posso visto que isso me foi destinado. Tenho que o fazer, pois se não o fizer a minha apaga-se e eu tenho medo do vácuo, não quero ficar petrificado nesse vazio imenso.

Cada vez que penso nisso fico perturbado, e por isso a fé é a minha parede mestra que através de recitações e visões, constrói o resto da minha cabana. Tenho tentado através do que me é apontado melhorar o meu interior, claro, fica inapto quando quem o faz, fá-lo para se sentir superior. Calculo que com o passar do tempo as pessoas fiquem tão saturadas e frustradas com o seu modo de vida que ou decidem soltar-se,”free your mind” (a minoria), ou aceitam e desejam um mundo racionalmente cómodo (visto que hoje em dia a luxúria e a exorbitância fazem parte da palavra comodidade). Quem sou eu né? Quem és tu então pergunto eu…

Acho que a magia da vida é ela ser mágica, para quê fazer um truque diferente, torná-la negra de forma sarcástica, evitando com ela um duelo frente-a-frente. Doa o que doer, pois alguns sofrem e nem essa dor, o seu único pertence, é tratado com respeito.

A respeito do que sofro existe sempre algo que alegra a minha dor. A fé gera energia positiva, e ela encontra-se quando menos se espera (ou quando mais se desespera). Espera como esperas algo de bom que acontece frequentemente e pode ser que ela pouse com mais frequência na tua aura…

Tiago Oliveira