Internacional


O problema da extrema pobreza

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Ainda há muitos moçambicanos a viver em pobreza extrema. Só em Nampula (BBC), a província que mais se tem desenvolvido desde o fim da guerra, vivem aproximadamente dois milhões de habitantes nesta situação.

“A pobreza extrema que ainda afecta mais de metade da população moçambicana não tem a ver com a falta de recursos naturais, sendo necessário identificar outras razões para melhor se avançar rumo ao desenvolvimento”, diz Fernando Menete, secretário do Fórum Social Moçambicano, no Zambézia Online.

Mais de 70 por cento dos moçambicanos vive da agricultura de subsistência, sujeita a secas recorrentes, o que levou a um surto migratório das populações para as zonas urbanas e costeiras. Embora seja um dos exemplos africanos mais bem sucedidos de reconstrução e recuperação económica, Moçambique é um dos 20 países mais pobres do mundo. (UNICEF) 

Número de pobres diminui 

A Comissão Económhttp://www.revistafuturos.infoica para América Latina e Caribe (CEPAL) declara que 15 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza e outros 10 milhões deixaram de ser mendigos na América Latina. Ainda assim, há um total de 194 milhões de pobres na região, o número mais baixo dos últimos 17 anos.

Ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), a CEPAL revela que o Brasil, Argentina e Venezuela são os países que melhores resultados apresentam. Renato Baumann, director da delegação da CEPAL no Brasil diz que “o indivíduo (…) que é potencialmente activo pode ser absorvido no mercado de trabalho. Esse, em algum momento, deveria deixar de ser objecto de benefício por parte de recursos públicos. Ele (…) deveria passar a participar no mercado de trabalho como os outros indivíduos da sociedade”.

O crescimento económico, a maior acessibilidade ao mercado de trabalho e os programas de assistência foram, segundo o estudo da CEPAL, os factores que mais contribuiram para mudar o cenário da pobreza na América Latina.

A utopia das salas de cinema 

Não há salas de cinema em Cabo Verde, não obstante as várias tentativas para reavivar alguns espaços. Os cabo-verdianos estão, assim, limitados à televisão, ao vídeo e DVD. Na origem desta carência estarão a falta de apoio, de investimento, os problemas de bilheteira e a revolução digital, que afastou o público do grande ecrã. 

Em declarações ao programa Tribuna Cultural da BBC, os realizadores cabo-verdianos Leão Lopes e Júlio Silvão Tavares mostraram o seu descontentamento com esta situação. “Cabo Verde acabou por sofrer com a onda do desenvolvimento da tecnologia digital, que tornaram as grandes salas pouco rentáveis”, diz Júlio Silvão. 

Para Leão Lopes, antigo Ministro da Cultura de Cabo Verde, perdeu-se a “relação cultural e social com o cinema, sobretudo porque desapareceram as políticas de promoção, de fruição e produção ligadas a esta arte”. 

Segundo Júlio Silvão, “pelo menos na Cidade da Praia, está aberta ainda a discussão sobre o redimensionamento das salas existentes, nomeadamente da sala do Plateau”. No entanto, “não há programas educativos, não se ouve nenhum discurso público à volta da importância do cinema na educação dos jovens, nem na sua educação visual nem na sua preparação crítica para o que se passa hoje, onde o cinema pode ter um papel muito importante”.

Manifestação em Praga pela realização de referendo nacional

 

No próximo sábado, Praga será palco de uma manifestação contra o projecto de instalação da base militar com radar anti-mísseis dos EUA. No dia em que a República Checa celebra o dia da luta pela liberdade, a “Iniciativa Não às Bases” (INB) exigirá a realização de um referendo nacional sobre a instalação do radar. Sondagens recentes revelam a oposição da maioria da população à proposta do sistema nacional de defesa antimíssil dos EUA, mas o parlamento checo rejeitou, no dia passado dia 26 de Outubro, um projecto-lei para convocar um plebiscito. A instalação de um sistema de defesa antimíssil na Europa do Leste já contribuiu para aumentar as tensões internacionais. O governo de Vladimir Putin opõe-se à instalação do radar e a administração norteamericana, em conjunto com o governo da República Checa, não recua perante os protestos da população que, há mais de um ano, se manifesta em protestos não-violentos. Perto de cem mil pessoas, de acordo com dados da INB, subscreveram já a petição para a realização de um referendo nacional.

A INB nasceu em Julho de 2006 e integra mais de 60 organizações checas e internacionais. Fazem parte da INB diversas organizações do Movimento Humanista, sindicatos, estudantes, a Liga dos Autarcas, a iniciativa “Autarcas pela Paz”, entre outros. Polícias e funcionários do Ministério do Interior já comunicaram que vão estar presentes na manifestação de Sábado.

Personalidades mundiais como Noam Chomsky, Mikhail Gorbachev ou Tadatoshi Akiba, Presidente da Câmara Municipal de Hiroshima revelaram a sua solidariedade relativamente à luta contra as bases militares na Europa. Para Gorbachev (citado pelo jornal Sol), o mundo está a assistir a “novos jogos com as armas nucleares, que voltam a converter-se em armamento de primeiro ataque”. O ex-presidente russo criticou os governos norte-americano e russo, por terem posto fim ao processo de desarmamento iniciado no seu mandato.  

 

Descoberta de reserva de petróleo pode mudar o Brasil

Um campo de petróleo foi descoberto, na semana passada, em Tupi, Bacia de Santos, no Brasil. A reserva pode atingir os oito mil milhões de barris de petróleo, ou seja, mais 50% do que a actual produção neste país.

Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil do Presidente Lula da Silva, acredita que podem igualar o nível da Arábia Saudita e Venezuela: “O Brasil passará à condição de país exportador de petróleo”.

Segundo o Financial Times, numa reportagem publicada hoje, “muitos analistas concordam que a descoberta tem o potencial de transformar o papel do Brasil na região e no mundo, aumentado a sua confiança na busca de objectivos como um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU e a entrada no G8, o grupo das nações mais desenvolvidas”.

“Estamos vivendo um momento muito bom na economia e esta descoberta colocará o Brasil numa posição privilegiada (…). Não dependeremos da política americana nem da política europeia, dependeremos do que os brasileiros vão criar para o país”, disse Lula da Silva este fim-de-semana.

A exploração desta jazida de petróleo não vai mudar a política de biocombustíveis levada a cabo pelo governo brasileiro, que tem defendido a expansão de etanol nos países em desenvolvimento, aplicando uma lei que exige a mistura de 25% de álcool à gasolina. O Brasil e os Estados Unidos, os maiores produtores mundiais de etanol, pretendem que o etanol se transforme numa alternativa aos combustíveis derivados do petróleo.

Crianças morrem menos de malária

A mortalidade infantil devido à malária diminui com a melhoria das condições de trabalho de médicos e enfermeiros. Um estudo, realizado num hospital para crianças da Guiné-Bissau e publicado no British Journal of Medicine , indica que a morte de crianças por malária baixou para metade quando a equipa de profissionais receberam um subsídio extra e acompanhamento permanente na prestação dos cuidados de saúde.

Mostrámos que a qualidade do tratamento na ala pediátrica depende não só do treino e da disponibilidade dos medicamentos, mas também de incentivos financeiros e acompanhamento profissional”, dizem os investigadores no British Journal of Medicine.

No caso de sistemas de saúde mais deficitários, como o caso da Guiné-Bissau, é comum médicos e enfermeiros terem um segundo emprego para equilibrar os respectivos orçamentos, o que se reflecte nos seus desempenhos profissionais.

A malária é uma doença causada por um parasita transmitido por mosquitos. A Organização Mundial de Saúde aponta que a cada meio minuto morre uma criança vítima desta doença.

Paralelamente, os países da África Subsaariana, entre os quais São Tomé e Guiné-Bissau, apresentaram resultados muito positivos na luta contra a malária. Entre 2004 e 2006, houve um aumento significativo no fornecimento de redes mosquiteiras tratadas com insecticidas, segundo o relatório “Malária e Crianças”, preparado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

“Estes dados são encorajadores e estabelecem objectivos ainda mais ambiciosos para os próximos anos”, diz o director executivo da Roll Back Malaria Partnership, parceira da UNICEF, que também participou na elaboração do relatório.

Para as Nações Unidas, o controle da malária é fundamental para a melhoria dos índices de saúde e economia dos países afectados.