Cinema


Saber como nasceu o cinema, de que forma foi influenciado e como se desenvolveu a sua linguagem e são algumas das questões que pode ver respondidas no curso da História do Cinema, de Lumière a Godard, promovido pelo Estaleiro Cultural Velha-a-Branca, em Braga. O mestre é Luís Miguel Faria, formador na área de inglês e audiovisual, fotógrafo, operador de câmara e editor de imagem em regime independente.

A segunda edição da História do Cinema começa hoje, dia 10 de Março, e destina-se “a todos formandos que queiram entrar em contacto com os principais intervenientes, filmes e correntes do cinema”. Os potenciais alunos terão de pagar 80 euros, caso já sejam Amigos-da-Velha, caso ainda não o sejam o preço do curso fica por 100 euros. O curso tem a duração total de 40 horas, dividas em 16 sessões, a realizar às terças e quintas-feiras das 21 às 23.30 horas na Velha-a-Branca.

O programa da formação abrange temas como “O nascimento do cinema: Lumière e Méliès”, “Hollywood, o star system e os códigos do burlesco”, O Cinema Português até ao advento do sonoro”, “Citizen Kane de Orson Welles: será este o melhor filme da história do cinema?” e “O cinema de Propaganda”.

Natural de Braga, Luís Miguel Faria, o formador, tem o Diploma Superior de Estudos Ingleses da Universidade de Cambridge e a licenciatura em Tecnologia da Comunicação Audiovisual. Actualmente, lecciona Técnicas Audiovisuais e Projecto na escola profissional EPRAMI (Escola Profissional do Alto Minho Interior) em Paredes de Coura, além de também estar envolvido na produção da ficção “GTA Bracara Augusta”.

Cinema: Spielberg, Lucas e Ford abdicam de

 lucros se quarto Indiana Jones fracassar

“Steven Spielberg, George Lucas e Harrison Ford decidiram abdicar dos lucros de “Indiana Jones e o reino da caveira de cristal”, se o filme não ultrapassar os 251 milhões de dólares de receita de bilheteira.”

O Cavaleiro Negro 

http://www.intandemfilms.comO filme The Black Pimpernel (O Cavaleiro Negro), do realizador Ulf Hultberg, conta a história de Harald Edelstam, um embaixador sueco que salvou mais de mil pessoas da prisão ou da morte na altura do golpe militar no Chile, em 1973.

As gravações decorreram no Chile, em cenários reais do golpe como o Palácio de La Moneda, sede do governo, e o Estádio Nacional, principal centro de tortura do regime, onde 12 mil pessoas foram encarceradas.

Em entrevista à BBC Brasil, o realizador sueco Ulf Hultberg diz que “para se criar uma sociedade verdadeiramente democrática, é preciso desenterrar o passado”, sublinhando que “aqueles que cometeram crimes durante a ditadura precisam pedir perdão, a fim de serem perdoados.”

Conhecido como “Black Pimpernel”, Harald Edelstam terá tido, segundo vários relatos de testemunhas, um papel preponderante nos três meses que se seguiram à tomada de poder por Augusto Pinochet, ao esconder refugiados na Embaixada sueca e ao fazer expedições nocturnas para ajudar pessoas que precisavam de abrigo.

Edelstam salvava frequentemente prisioneiros da execução no Estádio Nacional, ajudando a criar documentos falsos para os perseguidos do regime e coordenando acções com as organizações internacionais para a fuga dos ameaçados.

“Ele quebrou os protocolos diplomáticos. Declarava vários locais como território sueco, e dizia que se fossem atacados seria uma declaração de guerra à Suécia, como no episódio do cerco à Embaixada de Cuba”, diz Carlos Claret, da equipa de produção do filme.

Venerado quase como um santo pelos milhares de chilenos forçados ao exílio pela ditadura militar, Harald Edelstam é, no entanto, um nome quase esquecido na Suécia, onde actualmente vivem mais 45 mil chilenos.

“O Embaixador tinha uma relação estreita com o primeiro-ministro sueco da época (Olof Palme), e só fez o que fez porque sabia que contava com este apoio”, explica o realizador Ulf Hultberg.  

Edelstam foi expulso do Chile em Dezembro de 1973. Regressou a Estocolmo, onde esteve fora de actividade durante algum tempo até ser enviado como embaixador para a Argélia.http://www.rodandocine.com/

“No fim, ofereceram -lhe a embaixada na Argélia – um posto que ninguém queria. Harald Edelstam actuou segundo o seu coração, e não segundo as regras diplomáticas. E isto não foi tolerado”, diz Ulf Hultberg na entrevista à BBC Brasil.

N’O Cavaleiro Negro, Michael Nyqvist, actor sueco, interpreta o embaixador, tendo consultado vários exilados chilenos salvos por Edelstam para se preparar para o papel. Miria Contreras, a assistente pessoal do presidente Salvador Allende, que se suicidou durante o bombardeio ao Palácio de La Moneda, é representada pela actriz mexicana Lumi Cavazos (de Como Água para Chocolate).

A utopia das salas de cinema 

Não há salas de cinema em Cabo Verde, não obstante as várias tentativas para reavivar alguns espaços. Os cabo-verdianos estão, assim, limitados à televisão, ao vídeo e DVD. Na origem desta carência estarão a falta de apoio, de investimento, os problemas de bilheteira e a revolução digital, que afastou o público do grande ecrã. 

Em declarações ao programa Tribuna Cultural da BBC, os realizadores cabo-verdianos Leão Lopes e Júlio Silvão Tavares mostraram o seu descontentamento com esta situação. “Cabo Verde acabou por sofrer com a onda do desenvolvimento da tecnologia digital, que tornaram as grandes salas pouco rentáveis”, diz Júlio Silvão. 

Para Leão Lopes, antigo Ministro da Cultura de Cabo Verde, perdeu-se a “relação cultural e social com o cinema, sobretudo porque desapareceram as políticas de promoção, de fruição e produção ligadas a esta arte”. 

Segundo Júlio Silvão, “pelo menos na Cidade da Praia, está aberta ainda a discussão sobre o redimensionamento das salas existentes, nomeadamente da sala do Plateau”. No entanto, “não há programas educativos, não se ouve nenhum discurso público à volta da importância do cinema na educação dos jovens, nem na sua educação visual nem na sua preparação crítica para o que se passa hoje, onde o cinema pode ter um papel muito importante”.

 A Lagoa recebe “Um Mês de Cinema Português”

“Um Mês de Cinema Português” é o nome da iniciativa que vai ter lugar na Lagoa, Algarve, começa na próxima quinta-feira e termina a 13 de Dezembro. A iniciativa está a cargo do FICA, Festival Internacional de Cinema do Algarve, em parceria com o município da Lagoa.

CartazO evento decorrerá no Auditório Municipal da Lagoa, às quintas-feiras, e durante quatro semanas, vão ser apresentados filmes da mais recente produção comercial portuguesa, estando também prevista a presença de realizadores, e alguns actores envolvidos nos filmes seleccionados.

O mais recente filme de Luís Galvão, “Teles Dot.com” vai abrir o espectáculo e conta com a participação de Margarida Carpinteiro e Marco Delgado.

Na semana seguinte, a 29 de Novembro, é a vez de projectar a última realização de Jorge Queiroga “Atrás das Nuvens”, cujos intérpretes principais são Nicolau Breyner, Ruben Silva e Sofia Grilo.

A 6 de Dezembro, os espectadores vão poder assistir ao último filme de Manoel de Oliveira “Belle Toujours”, seleccionado para representar Portugal na próxima cerimónia dos Óscares, concorrendo ao galardão como melhor filme estrangeiro.

O mais recente filme de Jorge Paixão da Costa, “O Mistério da Estrada de Sintra” vai ser exibido a 13 de Dezembro. O filme protagonizado por Ivo Canelas, Bruna di Túlio, António Pedro Cerdeira e ainda Nicolau Breyner e Rogério Samora, está actualmente, na competição de festivais de cinema no Brasil e no Canadá.

As sessões têm início às 21.30 horas.