Outubro 2009


A taxa de pobreza poderá rondar os 40 por cento, em Portugal, se incluir o número de pessoas com rendimento social de inserção e complemento social para idosos. A esta percentagem deverá, contudo, ser acrescentada uma outra que permanece encoberta por bloqueios sociais.

As contas são do presidente da Assistência Médica Internacional (AMI), Fernando Nobre. “Em Portugal é preciso redistribuir melhor a riqueza, há dezenas, senão centenas de milhares de jovens a sair de Portugal porque perderam a esperança”, disse o Fernando Nobre, no congresso nacional dos economistas que decorreu no Funchal.

As causas apontadas para esta percentagem preocupante foram nível de desemprego, as baixas reformas, a precariedade dos contratos de trabalho e também os empresários: “Quando vejo a CIP a defender que o salário mínimo não aumente não posso concordar. Que país queremos? Quantos de nós aqui conseguiriam viver com 450 euros por mês?”

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