O multiculturalismo da emigração

De uma encomenda do Teatro São Luiz ao Teatro Praga, no âmbito do Ciclo Outras Lisboas, nasceu Turbo-Folk,Turbo-Folk “uma reflexão sobre a tolerância multicultural”, com “entrevistas à comunidade de imigrantes do leste e a intelectuais envolvidos em políticas de emigração”. 

Turbo-Folk (título derivado do conceito musical sérvio para denominar o estilo de música tradicional com um “up-rooting pop”) apresenta-se como uma “revolução dos sem parte”, entre um percussionista estónio semi-perdido e um show a solo de uma cantora lírica ucraniana.

Composto por duas partes, uma tolerante (de cariz ideológico multicultural fruto da hegemonia liberal) e outra intolerante (o elevar de um particularismo dos sem-parte a um estatuto ideológico universal), Turbo-Folk é também “uma boa metáfora para muitas outras questões inerentes ao acto da comunicação e partilha em comunidade, aos desejos e problemas no relacionamento dos seres humanos uns com os outros”.

Este espectáculo do Teatro Praga traz ao palco Ana Só, André e. Teodósio, Andres Lõo, Cláudia Jardim, Diogo Bento, Inês Vaz, Patrícia da Silva, Pedro Penim e as cantoras Larissa Savchenko e Luiza Dedicin.

Turbo-Folk vai estar em cena de 6 a 15 de Março, de quarta a sábado, às 21h00, e domingo às 17h30, na sala principal do Teatro São Luiz, em Lisboa. O preço dos bilhetes varia entre os dez e os vinte euros, e cinco euros para menores de trinta anos.

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