Março 2008


O Estaleiro Cultural Velha-a-Branca, em Braga, vai realizar a quinta edição do Curso de História do Jazz – nível básico, durante quatro sessões, a começar na próxima terça-feira, 25 de Março. O formador do curso é José Carlos Santos, actual director artístico do festival anual BragaJazz.

O Curso de História do Jazz destina-se ao público em geral e tem como objectivo “dar aos seus frequentadores uma noção geral da evolução deste tipo de música, desde os primeiros “ensaios” até aos dias de hoje”. Assim, entre outros, vão ser abordados temas como as primeiras gravações em Chicago – o estilo Swing; o movimento Bop; o mestre “Miles Davis”; o movimento free – o universo de Coltrane; o poeta Bill Evans e o jazz rock – o world jazz.

As sessões de formação incluem também a audição dos trechos musicais mais relevantes na história do Jazz e a exibição de pequenos documentários em vídeo sobre alguns dos movimentos e dos seus músicos.

O teatro descentralizado

O II Festival das Festival das CompanhiasCompanhias, desenvolvido no contexto do Dia Mundial do Teatro (27 de Março), traz ao Theatro Circo, de 25 a 30 de Março, onze trabalhos dramáticos e uma exposição sobre teatro. O festival tem como objectivo criar “uma possibilidade de as companhias se encontrarem para reflectir sobre as realidades das estruturas artísticas sediadas fora de Lisboa”, uma continuação de um projecto despontado na “Faro – Capital Nacional da Cultura”, em 2006.

Organizado pela Companhia de Teatro de Braga, em parceria com o Theatro Circo e com o Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Braga, o II Festival das Companhias prevê igualmente a realização de quatro debates: “A criação fora dos grandes centros”; “Estratégias de financiamento, promoção e circulação”; “Responsabilidade das Universidades quanto ao processo criativo teatral” e “A gestão dos equipamentos”.

O Teatro de Montemuro abre o festival a 25 de Março, pelas 21h30, com a peça “O Amor”. Até ao dia 30 de Março sobem ao palco as companhias de teatro do Algarve, Braga, das Beiras, “A Escola da Noite” – Grupo de Teatro de Coimbra e o Centro Dramático de Évora. Paralelamente, a exposição “O que é o Teatro?” vai estar patente no Theatro Circo ao longo de todo o festival.
 

O multiculturalismo da emigração

De uma encomenda do Teatro São Luiz ao Teatro Praga, no âmbito do Ciclo Outras Lisboas, nasceu Turbo-Folk,Turbo-Folk “uma reflexão sobre a tolerância multicultural”, com “entrevistas à comunidade de imigrantes do leste e a intelectuais envolvidos em políticas de emigração”. 

Turbo-Folk (título derivado do conceito musical sérvio para denominar o estilo de música tradicional com um “up-rooting pop”) apresenta-se como uma “revolução dos sem parte”, entre um percussionista estónio semi-perdido e um show a solo de uma cantora lírica ucraniana.

Composto por duas partes, uma tolerante (de cariz ideológico multicultural fruto da hegemonia liberal) e outra intolerante (o elevar de um particularismo dos sem-parte a um estatuto ideológico universal), Turbo-Folk é também “uma boa metáfora para muitas outras questões inerentes ao acto da comunicação e partilha em comunidade, aos desejos e problemas no relacionamento dos seres humanos uns com os outros”.

Este espectáculo do Teatro Praga traz ao palco Ana Só, André e. Teodósio, Andres Lõo, Cláudia Jardim, Diogo Bento, Inês Vaz, Patrícia da Silva, Pedro Penim e as cantoras Larissa Savchenko e Luiza Dedicin.

Turbo-Folk vai estar em cena de 6 a 15 de Março, de quarta a sábado, às 21h00, e domingo às 17h30, na sala principal do Teatro São Luiz, em Lisboa. O preço dos bilhetes varia entre os dez e os vinte euros, e cinco euros para menores de trinta anos.

Chris Cheek e Orquestra de Jazz de Matosinhos

abrem Festival de Braga

A nona edição do Festival de Jazz de Braga – “BragaJazz 2008” abre na próxima quinta-feira, às 22h00, no Theatro Circo, com a Orquestra de Jazz de Matosinhos, ao lado de Chris Cheek, um dos mais talentosos saxofonistas norte-americanos.

Chris CheekChris Cheek é considerado um reputado saxofonista do contexto “jazz” nova-iorquino, distinguindo-se pelas inúmeras colaborações desenvolvidas ao longo de uma carreira que dedica também a projectos como Paul Motians “Electric Be Bop Band”, “The Bloomdaddies” e à banda com que interpreta composições originais.

Distinta pelas colaborações com músicos de renome internacional, a Orquestra Jazz de Matosinhos conquistou, em 2007, o privilégio de ser a primeira formação nacional a actuar no célebre “Carnegie Hall”, em Nova Iorque, com Lee Konitz. Da colaboração com Chris Cheek,  resultou já a edição do primeiro trabalho discográfico “OJM Invites Chris Cheek”.

Até ao dia 15 de Março passam pelo palco do Theatro Circo o trio “BassDrumBone”, constituído por Ray Anderson (trombone), Mark Helias (contrabaixo) e por Gerry Hemingway (percussão), no dia 7; o baterista George Schuller, integrado no quinteto “Circle Wide”, no dia 8; o pianista britânico John Taylor, em formato trio, no dia 14; e, por fim, no dia 15, o “Índigo Trio”, referência no universo “jazz” contemporâneo, com Nicole Mitchell (flauta), Harrison Bankhead (contrabaixo) e Hamid Drake (percussão).