Freud, Alfred Adler e outros psiquiatras igualmente reputados já tinham alertado para os perigos do perfeccionismo. Novos estudos corroboram os riscos psicológicos, como o esgotamento mental, daqueles que vivem na busca permanente da perfeição.  

“É natural que as pessoas queiram ser perfeitas em algumas coisas, por exemplo, no trabalho. Para ser um bom editor ou cirurgião é importante não cometer erros”, diz Gordon L. Flett, professor de psicologia da York University e autor de diversos estudos.

“A cultura da nossa sociedade valoriza e reforça muito as atitudes deles”, sublinha Alice Provost, conselheira assistente da Universidade da Califórnia. No entanto, para Gordon L. Flett, o problema começa “quando isso [perfeccionismo] se generaliza para outras áreas da vida, ou seja, a vida familiar, a aparência, os hobbies.” 

Alice Provost aponta alguns transtornos obsessivos compulsivos dos perfeccionistas: não suportam ficar diante de uma mesa desarrumada; acham quase impossível deixar um serviço por acabar; alguns dedicam uma quantidade absurda de tempo a refazer tarefas; procuram um ideal que só eles conseguem ver. “Aquilo que alguns deles consideram como fracasso é o que a maioria das pessoas não dá a mínima importância”, explica Provost.

Anúncios