Crianças morrem menos de malária

A mortalidade infantil devido à malária diminui com a melhoria das condições de trabalho de médicos e enfermeiros. Um estudo, realizado num hospital para crianças da Guiné-Bissau e publicado no British Journal of Medicine , indica que a morte de crianças por malária baixou para metade quando a equipa de profissionais receberam um subsídio extra e acompanhamento permanente na prestação dos cuidados de saúde.

Mostrámos que a qualidade do tratamento na ala pediátrica depende não só do treino e da disponibilidade dos medicamentos, mas também de incentivos financeiros e acompanhamento profissional”, dizem os investigadores no British Journal of Medicine.

No caso de sistemas de saúde mais deficitários, como o caso da Guiné-Bissau, é comum médicos e enfermeiros terem um segundo emprego para equilibrar os respectivos orçamentos, o que se reflecte nos seus desempenhos profissionais.

A malária é uma doença causada por um parasita transmitido por mosquitos. A Organização Mundial de Saúde aponta que a cada meio minuto morre uma criança vítima desta doença.

Paralelamente, os países da África Subsaariana, entre os quais São Tomé e Guiné-Bissau, apresentaram resultados muito positivos na luta contra a malária. Entre 2004 e 2006, houve um aumento significativo no fornecimento de redes mosquiteiras tratadas com insecticidas, segundo o relatório “Malária e Crianças”, preparado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

“Estes dados são encorajadores e estabelecem objectivos ainda mais ambiciosos para os próximos anos”, diz o director executivo da Roll Back Malaria Partnership, parceira da UNICEF, que também participou na elaboração do relatório.

Para as Nações Unidas, o controle da malária é fundamental para a melhoria dos índices de saúde e economia dos países afectados.

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