Boas Novas 

Ver o telejornal significa, há muito tempo, espreitar os males do mundo. “O drama e o horror” que Artur Albarran apregoava parecem constituir dois critérios jornalísticos fundamentais na hora de seleccionar os factos que devem subir ao pódio noticioso. Generalizou-se a ideia de que dor e sofrimento são notícia e que o esforço das pessoas para os ultrapassarem não tem interesse jornalístico.

Com o objectivo de contrariar esta tendência global surgiu, em 2001, o projecto Buone Notizie . Nasceu em Itália sob a forma de uma página da internet. Como se pode ler no projecto editorial, o objectivo do site é “aprofundar e difundir as boas notícias sobre tudo aquilo que representa progresso sem regresso”. As notícias aparecem divididas em secções, que vão desde a sociedade ao desporto, passando pela informação internacional e o ambiente. São variadas, nem sempre “quentes”, mas com uma preocupação por “aprofundar a notícia” e não ceder à simplificação.

Os promotores desta iniciativa formaram, em 2004, uma associação sem fins lucrativos para servir de base a novos projectos que o sucesso do site despertou: a criação de um jornal em papel e a organização de encontros para discutir o papel dos media e da mensagem que veiculam. Para a equipa de Silvio Malvoti, presidente da associação cultural Buone Notizie, “o mundo não é assim tão bruto e malvado” como nos querem fazer crer.

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