Cultura


Sopros e guitarradas em Huelva

“Através do programa Interreg III A, a Academia de Música de Lagos, em parceria com o Conservatório Profissional de Música de Huelva, vai realizar uma série de actividades na província de Huelva. (…)

Os concertos culturais vão percorrer toda a província de Huelva, entre 26 de Abril e 27 de Junho, e incluem apresentações dos grupos Al-Guitarra, Sons Imediatus, Quinteto de Metais, Suest’Arte, Orquestra de Sopros do Algarve e recitais de piano.”

Observatório do Algarve

O Estaleiro Cultural Velha-a-Branca, em Braga, vai realizar a quinta edição do Curso de História do Jazz – nível básico, durante quatro sessões, a começar na próxima terça-feira, 25 de Março. O formador do curso é José Carlos Santos, actual director artístico do festival anual BragaJazz.

O Curso de História do Jazz destina-se ao público em geral e tem como objectivo “dar aos seus frequentadores uma noção geral da evolução deste tipo de música, desde os primeiros “ensaios” até aos dias de hoje”. Assim, entre outros, vão ser abordados temas como as primeiras gravações em Chicago – o estilo Swing; o movimento Bop; o mestre “Miles Davis”; o movimento free – o universo de Coltrane; o poeta Bill Evans e o jazz rock – o world jazz.

As sessões de formação incluem também a audição dos trechos musicais mais relevantes na história do Jazz e a exibição de pequenos documentários em vídeo sobre alguns dos movimentos e dos seus músicos.

Chris Cheek e Orquestra de Jazz de Matosinhos

abrem Festival de Braga

A nona edição do Festival de Jazz de Braga – “BragaJazz 2008” abre na próxima quinta-feira, às 22h00, no Theatro Circo, com a Orquestra de Jazz de Matosinhos, ao lado de Chris Cheek, um dos mais talentosos saxofonistas norte-americanos.

Chris CheekChris Cheek é considerado um reputado saxofonista do contexto “jazz” nova-iorquino, distinguindo-se pelas inúmeras colaborações desenvolvidas ao longo de uma carreira que dedica também a projectos como Paul Motians “Electric Be Bop Band”, “The Bloomdaddies” e à banda com que interpreta composições originais.

Distinta pelas colaborações com músicos de renome internacional, a Orquestra Jazz de Matosinhos conquistou, em 2007, o privilégio de ser a primeira formação nacional a actuar no célebre “Carnegie Hall”, em Nova Iorque, com Lee Konitz. Da colaboração com Chris Cheek,  resultou já a edição do primeiro trabalho discográfico “OJM Invites Chris Cheek”.

Até ao dia 15 de Março passam pelo palco do Theatro Circo o trio “BassDrumBone”, constituído por Ray Anderson (trombone), Mark Helias (contrabaixo) e por Gerry Hemingway (percussão), no dia 7; o baterista George Schuller, integrado no quinteto “Circle Wide”, no dia 8; o pianista britânico John Taylor, em formato trio, no dia 14; e, por fim, no dia 15, o “Índigo Trio”, referência no universo “jazz” contemporâneo, com Nicole Mitchell (flauta), Harrison Bankhead (contrabaixo) e Hamid Drake (percussão).

“1, 2, 3, Uma Colher de Cada Vez!” sobe ao palco do Theatro Circo, em Braga, de 23 a 25 de Fevereiro. O musical infantil apresenta personagens divertidas que procuram levar o espectador para o mundo do faz de conta. Ana e Fernando, os protagonistas, são duas crianças de oito anos oriundas de meios sociais opostos. Ana depara-se com a escassez de alimentos enquanto Fernando vive num contexto de abundância.

Cláudio Figueira, o autor, diz que o objectivo é “de uma forma leve e subtil, consciencializar os mais novos para a importância de uma alimentação cuidada e rica em nutrientes”. Assim, os alimentos ganham vida e tornam-se personagens para “dar uma bela lição aos mais pequenos, alertando para a importância de uma alimentação equilibrada, de uma vida saudável e para a prática dos cuidados diários de higiene através de uma história divertida e comovente, envolta em emoção e aventuras”, explica o Gabinete de Comunicação do Theatro Circo.

Para o público em geral e em especial para crianças a partir dos quatro anos, o espectáculo realiza-se nos dias 23 e 24 de Fevereiro, pelas 16h00. No dia 25 de Fevereiro, haverá duas sessões exclusivas para as escolas (11h00 e 14h30).

Uma mulher livre

http://www.candacedwan.com/Simone de Beauvoir (1908-1986) teria completado ontem 100 anos. Em França, a data foi assinalada com um Colóquio Internacional organizado pela psicanalista Julia Kristeva, com a edição de vários documentários e livros.

Nascida numa família burguesa de Paris, Beauvoir cresceu revoltada com a mediocridade dos valores defendidos pelo seu meio social. Licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras de Paris, tendo sido, aos 21 anos, a mais nova professora da época.

Simone foi companheira de Jean-Paul Sartre ao longo de 51 anos, embora nunca se tenham casado. Mantiveram uma relação aberta, tanto Simone como Sartre tiveram aventuras e romances mas conservaram a relação entre ambos. Helena Vasconcelos, no site Storm, diz que “uns defendem que Sartre é que foi o verdadeiro filósofo e intelectual e que Simone se limitou a seguir-lhe os passos; outros, pelo contrário, acham que ela é que foi a força motriz para as bases do pensamento existencialista. Ambas as leituras são redutoras e induzem em erro. Sartre e Beauvoir passaram anos e anos a trocar ideias, a estudar detalhadamente a obra um do outro e a influenciar-se mutuamente. Os acidentes e incidentes que lhes povoaram a vida foram objecto de discussão e análise em comum. Constituíram um desses casais extraordinários que se podem contar pelos dedos, na história da humanidade.”

Foi em 1949, ao publicar O Segundo Sexo (Le Deuxième Sexe), verdadeira Bíblia do feminismo, que Simone de Beauvoir se tornou conhecida no mundo intelectual francês, com a célebre frase: “Não nascemos mulheres, tornamo-nos mulheres.” O livro analisa a situação feminina do ponto de vista biológico, sociológico e psicanalítico, as razões históricas e os mitos que fizeram da mulher um “segundo sexo”.

Na edição de ontem do Público, Ana Luísa Amaral dizia que “O Segundo Sexo antecipa, de forma admirável, o feminismo da chamada “segunda vaga”, que surgiria quase três décadas depois, com o movimento de libertação das mulheres a desenvolver-se, no final dos anos 60, a par de outros movimentos sociais de contestação, de carácter transnacional – as lutas pelos direitos cívicos, os movimentos estudantis, as preocupações ecossistémicas, a reivindicação, por parte das minorias, de uma voz e de um lugar que fosse seu.”

Em 1976, numa entrevista, Beauvoir acreditava que as mudanças pelas quais lutara não se realizariam durante a sua vida: “Talvez daqui a quatro gerações.”

Nuno Vaz, vencedor do 1º prémio de trompa da edição deste ano do Prémio Jovhttp://www.orquestradoalgarve.com/ens Músicos, vai tocar a solo com a Orquestra do Algarve, nos dias 14 e 15 de Dezembro, em Vila do Bispo e Tavira. O jovem trompista vai interpretar o Concerto para trompa e orquestra Nº 1 em Mi bemol Maior de Richard Strauss, sob a direcção do maestro Laurent Wagner. Este concertos realizam-se no âmbito do acordo entre a Orquestra do Algarve e a RDP, que tem permitido aos vencedores do Prémio Jovens Músicos participarem como solistas em concertos com a orquestra algarvia.

No domingo, dia 16, a Região de Turismo do Algarve promove um Concerto de Natal, no Pavilhão do Arade, em Lagoa, onde vão ser interpretadas obras de  Beethoven, João Antunes, Richard Strauss e Adolphe Adam. Além de Nuno Vaz, este concerto conta com a presença de três coros do Algarve: o Grupo Coral Ossónoba, O Grupo Coral “Tavira” e o Coral Ideias do Levante.

http://www.concertedefforts.com

Após a digressão pelo país com o seu novo disco Abril, Cristina Branco regressa na próxima segunda-feira, 17 de Dezembro, às 21h00, ao Teatro São Luiz em Lisboa, onde vai interpretar Zeca Afonso.

“Sem sentimentalismos, sem rodeios, como o Sr. José Afonso era. O Zeca, o nosso Zeca, porque faz parte do imaginário contestatário, do gira-discos, do canto amigo. O Zeca foi e será sempre um exemplo de simplicidade, de convicção (mesmo quando dizia que nem sempre gostava de cantar!). É assim o amigo da minha adolescência, o amigo do meu canto, da minha busca pessoal. Não trazemos nada de novo, vimos apenas lembrar”, diz Cristina Branco.

No site pessoal da fadista, é destacada a sua originalidade: “Cristina Branco está a criar um estilo: um grupo tradicional (voz, guitarra portuguesa, viola e viola-baixo); uma voz simultaneamente leve, quente e sentida; uma mistura de fados tradicionais, temas próprios e canções populares, sempre com o cuidado de escolher as palavras dos melhores poetas portugueses.”

André Sardet no Theatro Circo

O “Concerto de Natal do Clube Renascença” do próximo dia 14 de Dezembro, às 21h30, no Theatro Circo, tem como protagonista o músico e cantor André Sardet.

Com quatro álbuns editados, de que se destaca “Acústico”, André Sardet tornou-se conhecido pelos temas “Quando te falei de amor” e “Feitiço”. Ao longo deste ano, o cantor tem-se dedicado a uma extensa digressão nacional e também à luta pelo crescimento e afirmação da música portuguesa, tendo sido um dos principais impulsionadores de “100% de Música Portuguesa”, projecto que teve desenvolvimento em Coimbra, Lisboa, Beja e Santa Maria da Feira.

Sobre o projecto que gravou no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra, e que, até à data, lhe garantiu o seu maior sucesso, com 100 000 exemplares vendidos, Sardet diz que “aproximar as músicas da sua essência e apresentá-las em formato acústico é ao mesmo tempo um velho sonho e uma forma de garantir a actualidade de todos os temas daqui a 10, a 20, ou 30 anos”.

O concerto comemorativo da assinatura do Tratado de Lisboa, intitulado «As cores da Europa no céu de Lisboa» apresenta a Orquestra do Algarve, sob a direcção do maestro Cesário Costa. Com direito a um espectáculo de fogo-de-artifício, o concerto realiza-se no Parque das Nações, junto ao Pavilhão de Portugal, às 21h30, no próximo dia 13 de Dezembro.

Reforçada para o dobro no número de músicos, a Orquestra do Algarve vai interpretar temas de Elgar, Luís de Freitas Branco, Mascagni, Dvorák, Copland, Stravinsky e Beethoven.

Uma nova sonoridade na música tradicional portuguesa

Con'tradição Variações sobre temas portugueses, tango, fados tradicionais podem ser encontrados no novo CD do Quarteto Con’tradição, gravado recentemente. “Iremos agora procurar no ano de 2008 divulgar o CD ao vivo, em concerto pelo país e talvez no ano de 2009 voltar à aventura do estúdio!”, diz Rui Travasso, clarinetista do grupo. 

O Quarteto Con´tradição apresenta uma nova visão sobre a música tradicional portuguesa, conjugando estilos musicais diferentes, tais como jazz, romântico e clássico, e elementos de várias danças (judias, eslovenas, clássicas, tango, bossa nova, valsa e blues). A maioria das canções é retirada e trabalhada a partir de temas populares portugueses e também fados: “Torna-se difícil definir as árias tradicionais por estarem tão maravilhosamente integradas nestas novas sonoridades”. 

Fundado em Março de 2001, o Quarteto Con’tradição é constituído pelo russo Ian Mikirtoumov, autor das composições e arranjos – piano; Rui Travasso – clarinete; Romeu Fabião – contrabaixo; e Valter Passarinho – percussão.

Ian Mikirtoumov nasceu em Moscovo, onde frequentou a Escola de Estado de Arte Coral “A. V. Svechnikov” e licenciou-se em “Direcção Coral” pela Academia Superior de Arte Coral, tendo-se especializado em Composição no Conservatório Superior de Moscovo de P.I. Tchaikovsky. Reside em Portugal desde 1999, onde, além de acompanhador e compositor, é professor no Conservatório de Música de Albufeira e na Academia Nacional Superior de Orquestra. 

Natural de Évora, Rui Travasso é licenciado pela Escola Superior de Música de Lisboa e terminou também a Licenciatura na Academia Nacional Superior de Orquestra. Integrou várias orquestras e recentemente terminou o Master Degree em Tilburg na Holanda, na classe do professor Walter Boeykens. Frequenta a Escola Hot Clube de Portugal, é professor de Clarinete e Música de Câmara no Eborae Mvsica- Conservatório Regional de Évora e músico da Banda Sinfónica da P.S.P.

Romeu Fabião nasceu na Covilhã e estudou na E.P.A.B.I. (Escola Profissional de Artes da Beira Interior) e na E.P.M.A. (Escola Profissional de Música de Almada). Tem colaborado com várias orquestras, foi vencedor do concurso “Prémio Jovens Músicos” da RDP e bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.  Frequenta actualmente o curso de Contrabaixo, na Escola Superior de Música de Lisboa, sendo também membro da Banda da Armada.

Natural de Reguengos de Monsaraz, Valter Passarinho estudou na Escola Profissional de Música e na Universidade de Évora. Tem colaborado com várias orquestras e grupos de variados géneros e estilos musicais. Foi convidado a representar Portugal em actuações no estrangeiro, nomeadamente na Polónia, Bulgária, Espanha, França, Moçambique e Macau. É membro da Banda da Armada e professor em algumas escolas de música.

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