Número de pobres diminui
A Comissão Económ
ica para América Latina e Caribe (CEPAL) declara que 15 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza e outros 10 milhões deixaram de ser mendigos na América Latina. Ainda assim, há um total de 194 milhões de pobres na região, o número mais baixo dos últimos 17 anos.
Ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), a CEPAL revela que o Brasil, Argentina e Venezuela são os países que melhores resultados apresentam. Renato Baumann, director da delegação da CEPAL no Brasil diz que “o indivíduo (…) que é potencialmente activo pode ser absorvido no mercado de trabalho. Esse, em algum momento, deveria deixar de ser objecto de benefício por parte de recursos públicos. Ele (…) deveria passar a participar no mercado de trabalho como os outros indivíduos da sociedade”.
O crescimento económico, a maior acessibilidade ao mercado de trabalho e os programas de assistência foram, segundo o estudo da CEPAL, os factores que mais contribuiram para mudar o cenário da pobreza na América Latina.
A utopia das salas de cinema
Não há salas de cinema em Cabo Verde, não obstante as várias tentativas para reavivar alguns espaços. Os cabo-verdianos estão, assim, limitados à televisão, ao vídeo e DVD. Na origem desta carência estarão a falta de apoio, de investimento, os problemas de bilheteira e a revolução digital, que afastou o público do grande ecrã.
Em declarações ao programa Tribuna Cultural da BBC, os realizadores cabo-verdianos Leão Lopes e Júlio Silvão Tavares mostraram o seu descontentamento com esta situação. “Cabo Verde acabou por sofrer com a onda do desenvolvimento da tecnologia digital, que tornaram as grandes salas pouco rentáveis”, diz Júlio Silvão.
Para Leão Lopes, antigo Ministro da Cultura de Cabo Verde, perdeu-se a “relação cultural e social com o cinema, sobretudo porque desapareceram as políticas de promoção, de fruição e produção ligadas a esta arte”.
Segundo Júlio Silvão, “pelo menos na Cidade da Praia, está aberta ainda a discussão sobre o redimensionamento das salas existentes, nomeadamente da sala do Plateau”. No entanto, “não há programas educativos, não se ouve nenhum discurso público à volta da importância do cinema na educação dos jovens, nem na sua educação visual nem na sua preparação crítica para o que se passa hoje, onde o cinema pode ter um papel muito importante”.