Crianças morrem menos de malária
A mortalidade infantil devido à malária diminui com a melhoria das condições de trabalho de médicos e enfermeiros. Um estudo, realizado num hospital para crianças da Guiné-Bissau e publicado no British Journal of Medicine , indica que a morte de crianças por malária baixou para metade quando a equipa de profissionais receberam um subsídio extra e acompanhamento permanente na prestação dos cuidados de saúde.
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Mostrámos que a qualidade do tratamento na ala pediátrica depende não só do treino e da disponibilidade dos medicamentos, mas também de incentivos financeiros e acompanhamento profissional”, dizem os investigadores no British Journal of Medicine.
No caso de sistemas de saúde mais deficitários, como o caso da Guiné-Bissau, é comum médicos e enfermeiros terem um segundo emprego para equilibrar os respectivos orçamentos, o que se reflecte nos seus desempenhos profissionais.
A malária é uma doença causada por um parasita transmitido por mosquitos. A Organização Mundial de Saúde aponta que a cada meio minuto morre uma criança vítima desta doença.
Paralelamente, os países da África Subsaariana, entre os quais São Tomé e Guiné-Bissau, apresentaram resultados muito positivos na luta contra a malária. Entre 2004 e 2006, houve um aumento significativo no fornecimento de redes mosquiteiras tratadas com insecticidas, segundo o relatório “Malária e Crianças”, preparado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
“Estes dados são encorajadores e estabelecem objectivos ainda mais ambiciosos para os próximos anos”, diz o director executivo da Roll Back Malaria Partnership, parceira da UNICEF, que também participou na elaboração do relatório.
Para as Nações Unidas, o controle da malária é fundamental para a melhoria dos índices de saúde e economia dos países afectados.
Julho 6, 2008 at 2:57 pm
Gostaria de saber se há algum projeto relacionado à psicultura, como por exemplo este que é realizado no Amazonas.
Combate à malária com criação de peixe
Como forma de combater a malária, a Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) está incentivando, por meio de cursos, boas práticas de manejo de pescado. A primeira comunidade que receberá a capacitação é a do bairro Puraquequara, zona Leste de Manaus. Depois de passarem pelo curso, os moradores do bairro vão receber os alevinos para “repovoar os viveiros e tanques escavados”. A entrega acontece amanhã, às 8h, no local.
A atividade tem a parceria da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) e está levando a informação para os produtores de peixe no Estado. A criação em viveiros de forma errada pode levar à proliferação de mosquitos da malária. “Escolhemos uma espécie que se alimenta das larvas do mosquito e, assim, ajuda a erradicar a doença na região de criatórios”, explica o secretário executivo de Pesca e Aqüicultura, Geraldo Bernardino.
A princípio, os moradores receberão 40 mil alevinos de matrinxã. Os filhotes de peixe serão distribuídos entre 27 famílias cadastradas junto ao Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam). Em seguida, a Sepror vai fazer a entrega de 50 mil alevinos de tambaqui para os mesmos comunitários. “Além de ser rentável e fazer bem para o meio ambiente, ainda vamos combater a malária”, afirma Bernardino. Segundo ele, os peixes se adaptam bem ao tipo de criação já que se alimentam não só de ração mas também de frutos.
Em 30 dias, cartilhas informativas sobre a prática adequada de manejo para a aqüicultura serão distribuídas pela FVS.
Aguardo resposta
Regina